Chá das Cinco @ Praça da Alegria - Antes das obras

A confeitaria . parte 01

O Chá das Cinco blog faz dois anos e temos grandes notícias.

O Chá das Cinco blog nasceu de uma ideia começada no último ano de licenciatura e da necessidade de encontrar um passatempo que me ajudasse a abstrair-me da minha maior batalha. Comecei a cozinhar mais e mais e o gostinho tornou-se uma paixão; as horas na cozinha salvaram-me e acabaram por moldar um novo rumo para a minha vida. Quando as coisas acalmaram percebi que não queria ser designer, queria ser pasteleira.

Chá das Cinco @ Praça da Alegria - Antes das obras

Nessa altura conheci o Hugo, que diz que soube que eu era especial quando conheceu o blog e que, desde então, não pára de me incentivar a tornar o meu sonho realidade e tornar o blog num espaço onde possa partilhar com todos a minha paixão.

Começámos a imaginar como é que o Chá das Cinco poderia tomar forma e, sem acreditarmos mesmo que seria possível, começámos a procurar um espaço onde tornar o meu sonho realidade.

Como o orçamento era baixo e o Porto está em franco crescimento, encontrar o primeiro espaço não foi fácil.

Chá das Cinco @ Praça da Alegria - Antes das obras

Encontrámos um espaço muito próximo de nossa casa, numa rua com pouquíssimo movimento mas que facilmente chamaria turistas e locais. Não era o espaço ideal, era escuro e tinha desníveis, mas tínhamos um projecto e estávamos prontos para avançar. Mas, quando começávamos a fazer contas ao tempo que faltava para podermos abrir, percebemos que prédio era antigo e, como muitos no Porto, tinha alterações que ainda não estavam legalizadas. É claro que nos propusemos a tratar de tudo, mesmo sabendo que demoraria mais tempo do que estávamos a planear, mas o senhorio preferiu voltar atrás e a loja continua fechada.

Não desistimos.

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Pouco depois, também próximo da nossa casa, encontrámos uma loja abandonada num local maravilhoso que parecia ainda inexplorado, e que tinha um número de telefone na montra – certamente estava para alugar. Ligámos para o número, mas ninguém atendia. Tentámos deixar mensagem de voz. Enviámos mensagens de texto. Ninguém nos respondeu.

Entretanto não tínhamos parado a busca e encontrámos outro espaço, mais longe, mas com óptima disposição e numa rua em franco crescimento – fizemos a proposta no dia seguinte, mas alguém chegou antes de nós e já tinha alugado o espaço.

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Este processo repetiu-se tantas vezes que nem as conseguimos numerar; entusiasmávamo-nos com uma loja, começávamos a adaptar o nosso projecto ao espaço e as coisas iam por água a baixo. Passou-se mais de um ano e nós continuávamos a sonhar com o Chá das Cinco mas sem encontrar um sítio para abrir loja.

Já fartos de andar à procura, voltámos quase ao início – a loja abandonada que tínhamos gostado continuava vazia e era a nossa melhor aposta.

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Através de uma amiga do Hugo que tinha morado no mesmo prédio há vários anos, descobrimos a imobiliária que alugava alguns dos apartamentos. Ligámos, disseram-nos que conheciam o senhorio e que iriam entrar em contacto com ele a informar que havia interessados na loja; mas é claro, nunca nos ligaram de volta.

Abriu, entretanto, um barbeiro na outra loja do prédio, o Barbas Shop, e o Hugo foi conhece-lo. Enquanto era atendido contou-lhe do nosso projecto e da nossa procura pelos proprietários da loja ao lado. O Barbas não conhecia o proprietário, mas tinha o contacto de quem, certamente, o conheceria – a administração do condomínio.

Chá das Cinco @ Praça da Alegria - Antes das obras

A administração deu-nos a morada de uma advogada. A advogada tinha mudado de escritório mas, felizmente, deixou o número de telefone na porta. A advogada meteu-nos em contacto com a imobiliária responsável. Em menos de 2 dias tínhamos a loja prometida, só faltava o contracto.

Aí começámos a brincar ao telefone estragado. Nós falávamos com uma imobiliária, a imobiliária com a advogada, a advogada com o senhorio, e a resposta voltava pelo mesmo caminho. Como se pode imaginar, a confusão foi tanta que chegámos a achar que tínhamos de voltar a procurar uma loja. Não nos dando por vencidos, mesmo depois de um “não” da imobiliária, decidimos contactar directamente com a advogada. Marcámos uma reunião, explicámos-lhe o conceito e trouxemos a minuta do contracto para casa – foi assim tão simples. Demorou ainda quase um mês até termos o contracto assinado por todas as partes envolvidas, mas quando eu estava no hospital a recuperar de uma apendicite, o Hugo trouxe-me, finalmente, o contracto assinado.

Mais de um ano depois, o Chá das Cinco – Cafetaria · Confeitaria começa a ganhar forma no número 63 da Praça da Alegria (Porto).

Chá das Cinco @ Praça da Alegria - Antes das obras

Linguine com pesto, beringela e tomate assado

Chá das Cinco: Receita de linguine com pesto, beringela e tomate assado

Para mim, a cozinha italiana escondia imensas surpresas. Quando a comecei a descobrir a sério, percebi que os italianos não comiam só massas e pizza mas que têm um leque de receitas infindável com sabores semelhantes aos portugueses mas, ao mesmo tempo, tão diferentes dos que estava habituada.

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Um dos pratos pelo qual me apaixonei foi a Parmigiana, uma lasagna feita com beringela frita, molho de tomate, parmesão e manjericão. A beringela derrete-se na boca, o molho de tomate caseiro, feito como manda a tradição, é divinal, e tudo o que leve queijo, principalmente um bom parmesão, tem o meu voto de aprovação.

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Por isso, quando a Milaneza me surpreendeu com o novo linguine de pesto, pensei logo numa versão mais leve e rápida de preparar a Parmigiana. O tomate é assado no forno, idealmente numa frigideira de ferro fundido, que lhe dá um sabor especial, a beringela grelhada e a massa, no final, é polvilhada com queijo parmesão acabado de ralar.

Linguine com pesto, beringela e tomate assado

  • Servings: 2 pax
  • Time: 30 min
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Ingredientes

  • 250 g tomate cherry
  • 1,5 C. azeite
  • 1 beringela, cortada em rodelas finas
  • 200 g linguine com pesto Milaneza
  • 2 l água
  • sal
  • queijo parmesão
  • manjericão (opcional)

Preparação

  1. Pré-aqueça o forno a 210ºC.
  2. Coloque os tomates lavados e secos numa frigideira de ferro fundido ou noutra base própria para ir ao forno. Regue-os com o azeite e tempere com sal grosso. Leve ao forno bem quente durante cerca de 25 minutos, vigiando para que não queimem;
  3. Ferva 2 litros de água numa panela alta e junte-lhe 2 c. de sal grosso;
  4. Aqueça uma grelha. Tempere a beringela com sal grosso. Quando a grelha estiver bem quente, grelhe a beringela de ambos os lados, até estar macia e com marcas da grelha;
  5. Junte a beringela grelhada ao tomate ainda quente, juntando os sabores;
  6. Quando a água salgada estiver a ferver, coloque o linguine inteiro na água, deixando-o amaciar antes de o submergir por completo. Cozinhe o linguine durante cerca de 7 minutos ou a gosto;
  7. Após a cozedura do linguine, retire-o com pinças da água a ferver directamente para a frigideira com o tomate e beringela. Envolva gentilmente para que a massa ganhe sabor;
  8. Sirva imediatamente, polvilhando generosamente com queijo parmesão acabado de ralar e folhas de manjericão.

Obrigada à Milaneza e à Youzz pelo pack de experimentação

Chá das Cinco: Receita de fettuccine com abóbora

Fettuccine com abóbora

Chá das Cinco: Receita de fettuccine com abóbora

Quando eu era mais nova o esparguete ou a massa era apenas um acompanhamento e nunca a estrela da refeição. Fazíamos frequentemente esparguete em vez de arroz ou batata, para acompanhar a proteína e os outros vegetais. Mas em Itália a massa tem um momento só dela na refeição – o primo piatto – e pode ser tão simples como esparguete com azeite e alho.

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Em Itália a massa tem muita importância. Uma das histórias sobre a massa que mais me marcou foi-me relatada pela Marta, que fez Erasmus em Itália ao mesmo tempo que eu e que, numa das primeiras noites em que ficou na residência de estudantes, decidiu fazer esparguete. Meteu a água a ferver, juntou sal e partiu o esparguete ao meio antes de o pôr a cozer. Fez-se silêncio na cozinha. Partir o esparguete ao meio era quase cometer um crime! A partir daí a Marta, e eu aprendi com ela, nunca mais partiu o esparguete antes de o cozer (ou utilizou a faca para o cortar depois).

Chá das Cinco: Receita de fettuccine com abóbora

A verdade é que a forma correcta de comer esparguete (ou fettuccine) é enrolando-o à volta do garfo, fazendo um rolinho, antes de levar à boca – e é incrivelmente mais fácil e limpo do que tentarem comer o esparguete cortado em pedacinhos. Em casa quando como esparguete até uso, em vez de faca e garfo, colher e garfo, que torna todo o processo ainda mais simples, embora há uns tempos tenha lido que era de má educação utilizar a colher para enrolar a massa e se deva fazer isso contra o prato…

  • Servings: 4
  • Time: 10 minutos
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Ingredientes

  • 500 g fettuccine
  • 45 g manteiga sem sal (cerca de 3 C.)
  • 2 dentes de alho, picados
  • 3o g farinha sem fermento (cerca de 2 C.)
  • 500 ml leite
  • 80 g queijo parmesão ralado
  • 125 ml puré de abóbora
  • 1/2 c. noz-de-moscada moída
  • 1/2 c. sal
  • Sementes de abóbora tostadas e queijo parmesão q.b.

Preparação

  1. Coza a massa em água salgada, de acordo com as instruções da embalagem;
  2. Num tacho aqueça a manteiga até derreter;
  3. Em lume baixo, junte o alho picado e deixe refogar durante 30 segundos, sempre a mexer com uma colher de pau para que não queime;
  4. Adicione a farinha e continue a mexer durante cerca de 30 segundos, para que ganhe sabor e cozinhe ligeiramente;
  5. Com um auxílio de um batedor de varas, junte o leite à mistura, criando um bechamel. Continue a bater o creme até que fique espesso e comece a borbulhar;
  6. Adicione o queijo, o puré de abóbora e os temperos, misturando até que o creme fique homogéneo;
  7. Junte a massa acabada de cozer e misture bem para que o creme fique bem incorporado;
  8. Decore com sementes de abóbora tostadas e queijo parmesão a gosto.

NOTA: É importante que a massa coza ao mesmo tempo que se prepara o molho, para que a massa esteja acabada de cozer e não se cole a si mesma.

Chá das Cinco: Receita de massa fresca

Massa fresca

Chá das Cinco: Receita de massa fresca

Quando cheguei a Itália, para fazer Erasmus, tudo o que eu sabia cozinhar era “massa com coisas”. Todos os estudantes estão familiarizados com isto; é só cozer a massa, juntar coisas, idealmente em lata, e já está. Por isso, quando me foi proposto desenvolver um projecto que fosse “um sonho” mas que não envolvesse computadores decidi que queria aprender a cozinhar comida italiana a sério.

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Os meus colegas foram logo muito prestáveis – trouxeram-me livros de culinária das avós, partilharam as receitas e dicas preferidas e, a Francesca apresentou-me o pai, que era apaixonado pela cozinha e que me ensinou tudo o que sabia. Para a apresentação do meu projecto, porque não me podia esquecer de que era um projecto de faculdade e tinha de ter uma apresentação, fiz um livro de culinária italiano, escrito à mão, e apresentei ao professor uma refeição completa de pratos italianos acompanhados pelo vinho certo.

Chá das Cinco: Receita de massa fresca

Entre tantos pratos e experiências, o meu primo piatto acabou por ser um raviollo de espinafres e ricotta com manteiga de salva. Para isso tive de fazer a massa à mão, várias vezes, estica-la com uma garrafa de vinho vazia e corta-la com um copo de vidro, porque na minha casa de estudante Erasmus não havia nem rolo da massa nem quaisquer cortadores.

Massa fresca

  • Servings: 4 pessoas
  • Time: 30 min
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Ingredientes

  • 400 g farinha sem fermento
  • 4 ovos M
  • 1 pitada de sal

Preparação

  1. Num robot de cozinha (ou na Bimby) colocar todos os ingredientes e triturar até formar uma bola;
  2. Retirar a massa para uma superfície enfarinhada e trabalha-la com as mãos durante cerca de 10 min, segurando a massa com a mão esquerda e esticando-a com a direita, para depois dobrar a parte esticada sobre si mesma e repetir o processo. No final a massa deve estar brilhante e lisa;
  3. Envolver em película aderente e deixar repousar 15 minutos;
  4. Cortar a massa em 8 pedaços e estica-los, utilizando uma máquina própria ou um rolo da massa. Na máquina a massa deve ser sempre esticada primeiro na posição mais aberta, duas ou três vezes, e depois ir reduzindo a abertura a cada passagem. Após esticada, corte-a o no formato desejado;
  5. Cozer a massa em bastante água salgada, a ferver, durante 3 minutos ou até que flutue. Escorra-a imediatamente e, caso ainda não tenha o molho pronto ou não a vá servir de seguida, regue-a com um fio de azeite para que se mantenha separada.

Notas
1. A água para cozer a massa deve estar sempre a ferver, ou seja, a formar grandes bolhas, para que a massa não se cole a si mesma.
2. Caso utilize esta massa para lasagna, não é necessária cozedura prévia.

'Burgers vegetarianos de abóbora para o Halloween

Chá das Cinco: Receita de pão de hambúrguer, burger de abóbora e maionese vegan de abacate

Quando tomei consciência do que realmente estava nos produtos fast-food, já lá vão uns anos, deixei de beber refrigerantes e de ir ao McDonalds, até porque, para que não come carne e evita o peixe, como eu, as opções no McDonalds (e concorrência) são poucas ou nenhumas. Mas isso não invalida que os anúncios que espalham pela cidade com fotografias profissionais de hambúrgueres, que claramente não são o que nos servem, não me influencie.

Na esquina da minha rua há um muppie pelo qual passo todos os dias e que, na maior parte do tempo, tem um anuncio ao último hambúrguer, edição especial, limitadíssimo da McDonalds. E lá me dá a vontade de comer um hambúrguer…

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A verdade é que comprar o pão do supermercado, cheio de aditivos que não reconheço, não é uma escolha muito melhor ao fast-food e, por isso, numa das vezes que me deu vontade de comer hambúrgueres já muito perto da hora de jantar, decidi descobrir como fazer um pão de hambúrguer realmente bom em casa

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Este ano o brunch de Halloween foi em casa da Né, que também faz um esforço para fazer uma alimentação com menos carne, e daí aos burgers de abóbora com maionese de abacate, foi um saltinho. Em tamanho de slidder, estes hambúrgueres eram o “prato principal” ideal para a terrorifica mesa que a Né nos preparou.

Burguers de abóbora com maionese de abacate em pão de hambúrguer caseiro

  • Servings: 12 hambúrgueres
  • Time: 20 min preparação + 15 repouso + 15 cozedura
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Ingredientes

Pão de hambúrguer

  • 1 saqueta fermento de padeiro em pó (prefiro Fermipan)
  • 280 ml água morna (37ºC)
  • 50 g açúcar
  • 80 ml óleo de girassol ou amendoim
  • 1 ovo
  • 770 g farinha sem fermento
  • 2 c. sal fino
  • 1 gema + 2 C. leite (para pincelar)*
  • sementes de sésamo ou chia

*Para o caso de querer fazer pão preto, junte também cerca de 1 c. corante em gel e pincele os topos do pão apenas com leite.

Burger de abóbora

  • 180 g aveia
  • 180 g feijão branco, cozido e escorrido
  • 250 ml puré de abóbora
  • 2 dentes de alho, descascados
  • 1 ovo
  • Sal, paprika/colorau, piri-piri e pimenta cayena, a gosto

Maionese vegan de abacate

  • 1/2 abacate maduro
  • 2 C. vinagre de cidra ou limão
  • 2 c. alho em pó
  • 30 ml azeite
  • sal, pimenta cayena e piri-piri, a gosto

Para a montagem

  • Queijo creme, q.b.
  • Alface, q.b.

Preparação

Pão de hambúrguer

  1. Pré-aqueça o forno a 215ºC;
  2. Na taça de uma batedeira ou numa taça grande polvilhe a levedura de padeiro sobre a água morna e deixe que este se dissolva sozinho, cerca de 5 minutos. Depois misture completamente;
  3. Com uma batedeira de arames misture o açúcar e o óleo até homogéneo;
  4. Junte a farinha, o ovo e o sal (caso use, junte também o corante) e misture, com o gancho de amassar ou com uma colher de pau, até que se forme uma bola;
  5. Se a massa não formar uma bola ou estiver demasiado pegajosa ao toque, adicione um pouco mais de farinha e volte a misturar; caso esteja demasiado seca, acrescente um pouco mais de leite morno. A massa deve ficar macia e elástica, mas não líquida;
  6. Forme uma bola com a massa na mesa de trabalho com a massa e divida-a em 12 bolinhas (ou em 8, para hambúrgueres maiores);
  7. Transfira para um tabuleiro forrado com papel vegetal, cubra com um pano de cozinha e deixe levedar durante cerca de 10 minutos;
  8. Bata a gema de ovo com o leite e pincele os pãezinhos com a mistura, polvilhe-os com as sementes e leve ao forno pré-aquecido durante 10 a 15 minutos ou até estarem dourados e um palito inserido no centro sair limpo.

Burgers de abóbora

  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC e forre um tabuleiro com papel vegetal;
  2. Num robot de cozinha (ou na Bimby) coloque a aveia e triture-a até formar farinha;
  3. Junte os restantes ingredientes e volte a triturar, até obter uma pasta consistente. Caso a pasta esteja demasiado líquida pode acrescentar mais aveia ou farinha;
  4. Forme 12 bugers com a pasta de abóbora e coloque-os no tabuleiro. Deixe-os repousar cerca de 10 minutos no congelador para que ganhem consistência;
  5. Leve-os ao forno pré-aquecido durante cerca de 10 minutos.

Maionese vegan de abacate

  1. Num robot de cozinha (ou na Bimby) coloque o abacate, o vinagre e os temperos e triture até obter uma pasta lisa. Poderá ter de desligar a máquina e fazer descer os pedaços que se foram agarrando às paredes do copo entretanto para obter um resultado mais homogéneo;
  2. Junte, em fio, o azeite e continue a bater durante um minuto até obter um creme com a consistência da maionese.

Montagem

  1. Abra os pães, arrefecidos, ao meio e barre o interior da parte de baixo com uma dose generosa de queijo creme;
  2. Coloque sobre este a alface, o burguer de abóbora e, depois, a maionese de abacate;
  3. Tape-o com a parte superior do pão e coloque um palito no centro para que mantenha a forma;
  4. Sirva morno.

Chá das Cinco: Receita de bolo de abóbora

Bolo de abóbora e onde é que eu tenho andado?

Chá das Cinco: Receita de bolo de abóbora

O blog tem estado parado. Tão parado que quando finalmente tive tempo para preparar este bolo de abóbora esta semana, com toda a calma que gosto, senti-me como nova. A verdade é que, depois de um início de projecto bastante rápido, comecei a evitar os 12 meses de cozinha. A grande maioria das receitas não estava correcta e o resultado ficava aquém das expectativas; no fim acabávamos por comer sem vontade, oferecer sem ninguém as querer ou deixar estragar-se as sobremesas que fiz para o projecto.

Juntou-se a falta de vontade de fazer receitas cujo resultado não se afigurava promissor à falta de tempo e necessidade de cortar os doces lá por casa e o blog ficou parado.

Chá das Cinco: Receita de bolo de abóbora

Desculpas à parte, venho apresentar-vos o projecto Costa da Marinha – Agricultura Biológica que, no último mês, me tem deixado em casa cabazes lindos cheios de legumes da época. O último cabaz que recebi trazia uma abóbora e meia que foram directas para o forno para fazer pasta de abóbora e utilizar num esparguete delicioso e neste bolo magnífico.

Chá das Cinco: Receita de bolo de abóbora

No ano passado já vos tinha mostrado como fazer puré de abóbora e a mistura de especiarias que acompanham a abóbora nas sobremesas americanas, bem como a tarte de abóbora que fiz logo depois. Este Outono a abóbora está no blog em forma de bolo e, quem sabe, ainda vos trago a receita do esparguete, se o próximo cabaz trouxer abóbora. Se não, talvez uns donuts de cenoura com cenouras lindas como as que vos mostrei no instagram.

Bolo de abóbora

  • Servings: bolo de 2 kg - 20 cm ∅
  • Time: 1 hora
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Chá das Cinco: Receita de bolo de abóbora

Ingredientes

Bolo

  • 480 g farinha sem fermento
  • 1 1/2 c. fermento em pó
  • 1/2 c. bicarbonato de sódio
  • 1/2 c. sal
  • 2 c. canela em pó
  • 1/2 c. gengibre em pó
  • 1/4 c. cravinho em pó
  • 1/4 c. noz-de-moscada moída
  • 425 g puré de abóbora
  • 400 g açúcar
  • 240 ml óleo de girassol
  • 4 ovos
  • 2 c. extracto de baunilha

Cobertura de merengue suíço

  • 4 claras
  • 200 g açúcar
  • 265 g manteiga sem sal, à temperatura ambiente
  • 1 C. leite

Preparação

Bolo

  1. Pre-aqueça o forno a 180ºC e unte três formas de 12 cm com manteiga e polvilhe bem com farinha, ou forre com papel vegetal;
  2. Numa taça misture bem a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio, o sal e as especiarias;
  3. Com um batedor de varas ou com uma batedeira eléctrica, bata vigorosamente os restantes ingredientes até formar um creme suave;
  4. Junte a mistura dos ingredientes secos aos húmidos e misture até a mistura estar uniforme;
  5. Divida a mistura entre 3 formas e leve ao forno durante cerca de 35-40 minutos ou até que um palito inserido no centro saia limpo;
  6. Deixe arrefecer na forma durante 10 minutos antes de transferir para uma grelha para que arrefeçam completamente.

Cobertura de merengue suíço

  1.  Numa taça de batedeira completamente limpa e seca coloque as claras e o açúcar;
  2.  Leve ao lume um tacho com água, sobre o qual assente, sem tocar, a taça da batedeira;
  3. Mantendo a água apenas a fervilhar, coloque a taça com as claras e o açúcar sobre o tacho, batendo rapidamente a mistura com um batedor de varas para que as claras não cozinhem;
  4. Quando o açúcar estiver completamente dissolvido e as claras estiverem mornas, retire a taça do banho-maria e, imediatamente, bata a mistura em velocidade alta na batedeira com as varas;
  5. Deverá bater as claras durante uns 5 minutos, ou até formarem picos firmes e estarem brilhantes;
  6. Troque as varas da batedeira pela pá, reduza a velocidade da batedeira para a velocidade mínima, e acrescente a manteiga, aos poucos, deixando que uma porção se misture por completo antes de acrescentar a seguinte;
  7.  Deixe a mistura bater durante 5 a 15 minutos – irá ganhar uma textura semelhante ao requeijão antes de voltar a ficar fofa, lisa e brilhante, não se assuste;
  8. Quando a cobertura estiver completamente lisa novamente, incorpore o leite manualmente com a ajuda de uma espátula.

 

 

Chá das Cinco: Receita de bolo de camadas dinamarquês do livro 12 meses de cozinha

Bolo de camadas dinamarquês

Chá das Cinco: Receita de bolo de camadas dinamarquês do livro 12 meses de cozinha

Até ter começado a fazer os meus próprios bolos de aniversário, pedia sempre um bolo de massa folhada e nem sequer provava os bolos de aniversário que não fossem assim. Dizia que não gostava de bolo de aniversário, mas, mais tarde, percebi que o que eu não gostava era de pão-de-ló. Este bolo de camadas dinamarquês, da selecção de Agosto do livro 12 meses de cozinha obrigou-me, finalmente, a explorar o pão-de-ló e a compreender a minha aversão.

Chá das Cinco: Receita de bolo de camadas dinamarquês do livro 12 meses de cozinha

Ainda vou no início do projecto, mas todas as vezes que cozinho algo do livro pergunto-me se os sabores dos ingredientes eram assim tão diferentes nos anos 70/80 ou se, simplesmente, o nosso paladar agora pede coisas mais doces e com mais gordura do que na altura – faz-me lembrar este vídeo do Buzzfeed em que as pessoas provam pratos dos anos 60 e 70. E, embora todos estes pratos sejam comestíveis, parece que lhes falta sempre açúcar ou manteiga ou ambos para estarem completos.

Chá das Cinco: Receita de bolo de camadas dinamarquês do livro 12 meses de cozinha

Este bolo de camadas dinamarquês é feito com uma base simples de pão-de-ló, recheado com chantilly de chocolate negro e pedaços de ananás. O pão-de-ló é óptimo para cortar e formar bolos porque fica um bolo compacto mas leve, e o chantilly com gelatina aguenta bem a forma e é mais simples de preparar do que um creme de manteiga, mas a combinação dos dois… Numa repetição deste bolo a minha sugestão é que reguem todas as camadas do pão-de-ló com sumo do ananás e preparem um chantilly mais doce ou o substituam o recheio por creme de manteiga com as mesmas raspas de chocolate misturadas.

Bolo de camadas dinamarquês

  • Servings: 6 pessoas
  • Time: 70 min + 1 h de refrigeração
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Chá das Cinco: Receita de bolo de camadas dinamarquês do livro 12 meses de cozinha

Ingredientes

Bolo

  • 4 ovos, separados
  • Raspa de 1/2 limão
  • Sumo de 1/2 limão
  • 150 g açúcar
  • 90 g farinha
  • 30 g amido de milho
  • 1/2 c. fermento em pó

Recheio

  • 5 folhas de gelatina
  • 2 dl natas
  • 3 C. açúcar
  • 4 fatias de ananás, picadas
  • 90 g chocolate amargo, ralado

Preparação

Bolo

  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC e unte uma forma de 20 cm com manteiga e polvilhe bem com farinha, ou forre com papel vegetal;
  2. Bata as gemas com a raspa e sumo de limão e com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado;
  3. Bata as claras em castelo e, depois, envolva-as no creme anterior;
  4. Numa taça pequena, misture a farinha, o amido de milho e o fermento;
  5. Peneire a mistura de farinhas e adicione ao creme, misturando até estar completamente homogéneo;
  6. Encha a forma com a massa e leve a cozer durante cerca de 25 minutos;
  7. Deixe arrefecer na forma durante 5 a 10 minutos antes de transferir para uma grelha para que arrefeça completamente antes de o cortar em 3 camadas;

Recheio

  1. Coloque as folhas de gelatina de molho em água fria durante 5 minutos. Depois escorra-as com as mãos, coloque-as numa tigela pequena e leve ao microondas durante 10 a 20 segundos, para as derreter;
  2. Bata as natas e o açúcar até formar chantilly. Reserve 1/3 para a decoração;
  3. Envolva a gelatina derretida e o chocolate ralado nas restantes natas e leve ao frigorífico uns minutos para que a mistura assente;
  4. Recheie com uma camada de chantilly de chocolate e pedaços de ananás entre cada fatia de bolo;
  5. Decore com o chantilly reservado, ananás em pedaços e pepitas de chocolate;
  6. Leve ao frigorífico pelo menos 1 hora antes de servir.

Receita adaptada do livro 12 meses de cozinha.

Chá das Cinco: Receita de pão de ló húmido do livro 12 meses de cozinha

Pão de ló húmido

Chá das Cinco: Receita de pão de ló húmido do livro 12 meses de cozinha

O mês de Agosto traz com ele as primeiras receitas conventuais do meu projecto 12 meses de cozinha e nada melhor do que um pão de ló húmido para começar.

A família do meu pai adora doces conventuais. Gosta tanto que é capaz de fazer viagens de duas horas só para ir àquele festival de doces conventuais, ou para visitar aquela confeitaria. Em relação a pão de ló, o seco não é para eles, mas o húmido é uma perdição.

Chá das Cinco: Receita de pão de ló húmido do livro 12 meses de cozinha

Na realidade, no que toca a bolos, quanto mais mal cozidos melhor. A minha irmã mais nova chega mesmo a fazer questão de cozer os bolos menos tempo do que a receita para que eles fiquem com o interior tão húmido que é preciso come-lo à colher.

Chá das Cinco: Receita de pão de ló húmido do livro 12 meses de cozinha

Este bolo é dos melhores doces que encontrei até agora no livro 12 meses de cozinha – as medidas estão correctas, a descrição é fácil de seguir e o tempo de cozedura é o ideal. Para a próxima, em vez de uma romaria a uma confeitaria, já sei que posso fazer este pão de ló em casa.

Pão de ló húmido

  • Servings: 6 pessoas
  • Time: 1h45
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Chá das Cinco: Receita de pão de ló húmido do livro 12 meses de cozinha

Ingredientes

  • 6 gemas
  • 3 ovos
  • 200 g açúcar
  • 90 g farinha

Preparação

  1. Pré-aqueça o forno a 160ºC e forre uma forma redonda de mola com papel vegetal ou unte muito bem a forma e coloque duas tiras de papel vegetal no fundo, para facilitar ao desenformar;
  2. Com uma batedeira eléctrica, bata as gemas com o açúcar durante cerca de 20 minutos ou até formar um creme muito leve e esbranquiçado;
  3. Junte os ovos inteiros, um a um, batendo cerca de 10 minutos entre cada adição e ainda depois de adicionar o último ovo;
  4. Peneire a farinha e incorpore-a levemente na massa, sem bater;
  5. Encha a forma com a massa e leve a cozer durante cerca de 45 minutos. A meio da cozedura bata levemente nas paredes da forma para auxiliar na criação do centro húmido, semelhante a ovos moles;
  6. Deixe arrefecer completamente na forma antes de desenformar.

Receita adaptada do livro 12 meses de cozinha.

Chá das Cinco: Receita de pêssegos recheados do livro 12 meses de cozinha

Pêssegos recheados

Chá das Cinco: Receita de pêssegos recheados do livro 12 meses de cozinha

Se têm seguido o projecto, sabem que tenho tido alguns problemas com as receitas que tenho de fazer e refazer porque não correm bem à primeira. Mas esse não é o caso desta receita. Estes pêssegos recheados são simples, saborosos e rápidos de preparar.

Chá das Cinco: Receita de pêssegos recheados do livro 12 meses de cozinha

Mesmo assim a primeira tentativa não correu bem. Não por causa da receita em si, mas porque ao servir os pêssegos mornos, como recomendado, o chantilly (mesmo o caseiro) derrete em segundos, o que deu numas fotografias… desfeitas. E, com este calor, a vontade de ligar o forno é cada vez menor, por isso a repetição foi-se atrasando, atrasando… e esta última receita de Julho só aparece na segunda semana de Agosto.

Chá das Cinco: Receita de pêssegos recheados do livro 12 meses de cozinha

Aqui não há muitos truques: os pêssegos devem estar maduros e, para “bolachas de amêndoas”, eu escolhi umas bolachas muito simples, secas e tão fáceis de esmigalhar que o fiz com as mãos. Quanto ao acompanhamento, sugiro o gelado de baunilha ao chantilly, uma vez que o contraste de temperaturas é maior.

Estão preparados para as receitas de Agosto? Aviso já que têm imensas gemas!

Pêssegos recheados

  • Servings: 4 pessoas
  • Time: 40 minutos
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Chá das Cinco: Receita de pêssegos recheados do livro 12 meses de cozinha

Ingredientes

  • 4 pêssegos grandes
  • 2 C. açúcar
  • 1 C. manteiga sem sal, à temperatura ambiente
  • 1 gema de ovo
  • 60 g bolachas de amêndoa
  • Chantilly ou gelado para servir

Preparação

  1. Leve um tacho grande com água ao lume, para que a água ferva;
  2. Dê um ligeiro corte em cruz na base dos pêssegos, de forma a cortar apenas a pele;
  3. Quando a água estiver a ferver mergulhe os pêssegos durante 2 minutos;
  4. Retire-os da água e, começando pelo corte em cruz, pele os pêssegos;
  5. Corte os pêssegos ao meio e retire-lhes o caroço;
  6. Com uma colher de chá alargue a cavidade do caroço, extraindo cuidadosamente parte da polpa dos frutos. Reserve a polpa e coloque os pêssegos num tabuleiro untado;
  7. Pré-aqueça o forno a 180ºC;
  8. Numa tigela pequena bata a manteiga, o açúcar, a gema de ovo e a polpa de pêssego previamente reservada;
  9. Esmigalhe as bolachas e junte-as ao creme;
  10. Recheie as cavidades dos pêssegos com este creme e leve ao forno durante 20 a 30 minutos, até os pêssegos estarem macios e ligeiramente caramelizados;
  11. Sirva mornos acompanhados de chantilly ou gelado de baunilha.

Receita adaptada do livro 12 meses de cozinha.

Chá das Cinco: Receita de Watrouska do livro 12 meses de cozinha

Watrouchka

Chá das Cinco: Receita de Watrouska do livro 12 meses de cozinha

Esta foi a primeira receita do livro que experimentei e a experiência deixou-me logo vacinada para o que iria encontrar no resto do livro. Esta receita também não tem fotografia nem grandes descrições e, infelizmente, uma pesquisa na internet também não me deu quaisquer resultados fiáveis. A primeira experiência não correu bem, mas voltei a faze-la, com algumas ligeiras modificações, e os resultados foram bem melhores.

Chá das Cinco: Receita de Watrouska do livro 12 meses de cozinha

A Watrouchka é um doce russo e, pelo resultado final, é um estilo de cheesecake cozido. A massa é lêveda mas fica parecida com uma bolacha, e o interior não fica completamente sólido, embora seja possível corta-lo às fatias. A receita original leva corintos (groselha), mas vi algumas fotografias de receitas com framboesas e por isso substituí; penso que se tivesse usado groselha desidratada o interior pudesse ficar mais sólido do que ficou, uma vez que as framboesas eram frescas e, por isso, foram perdendo água.

Na primeira tentativa segui a receita tal como descrita no livro (excepto a fruta), mesmo antecipando o resultado (podem ver em cima as fotos) – a primeira tentativa (à esquerda) desceu pelas paredes da forma e ficou quase como um pão, baixinha e sem espaço para o recheio; já na segunda tentativa a massa ficou com a altura da forma e o recheio coube por inteiro dentro do bolo. A massa, tal como disse antes, é lêveda, pelo que, durante a cozedura, cresce bastante; a receita pede uma primeira cozedura só da massa e uma segunda com o recheio (como uma tarte), mas, claro, no final da primeira cozedura a massa tinha ocupado por completo o espaço vazio da forma e apenas consegui usar 1/4 do recheio, calcando o centro para abrir espaço para o mesmo.

A correcção é muito simples – a primeira cozedura deve ser feita tal como numa tarte, com uma folha de papel de alumínio ou vegetal por cima da massa, na qual se despejam berlindes de cozedura ou feijão seco, de forma a rechear, provisoriamente, a massa.

Watrouchka

  • Servings: 8 fatias
  • Time: 1h40
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Chá das Cinco: Receita de Watrouska do livro 12 meses de cozinha

Ingredientes

Massa

  • 100 ml leite (a 37ºC)
  • 130 g açúcar
  • 10 g fermento de padeiro, em pó
  • 330 g farinha
  • 1 ovo
  • 125 g manteiga sem sal, derretida
  • sal

Recheio

  • 300 g requeijão
  • 100 g natas
  • 200 g açúcar
  • 100 g amêndoas raladas
  • 3 ovos
  • 100 g framboesas + para decorar
  • 1 C. canela
  • 1 raspa de limão
  • açúcar em pó

Preparação

Massa

  1. Numa taça grande ou na taça de uma batedeira com uma pá para massa, misture o leite e o açúcar;
  2. Polvilhe sobre o leite o fermento e deixe que se dissolva, cerca de 5 minutos;
  3. Junte a farinha, o ovo, a manteiga derretida e o sal e trabalhe a massa com as mãos, ou bata em velocidade média, incorporando a farinha;
  4. Trabalhe a massa durante pelo menos cinco minutos, ou até a manteiga estar completamente incorporada e a massa começar a descolar facilmente das laterais da taça;
  5. Transfira para uma taça bem oleada, cobra com película aderente, e deixe levedar num sitio morno e sem correntes de ar, durante uma hora;
  6. Pré-aqueça o forno a 180ºC;
  7. Estenda a massa com a ajuda de um rolo da massa até ficar com cerca de 1/2 cm de espessura e forre com ela uma forma de mola com cerca de 22 cm de diâmetro;
  8. Cubra a massa com uma folha de alumínio e despeje sobre esta feijão seco ou berlindes de cozedura;
  9. Leve ao forno 20 minutos. Deixe arrefecer ligeiramente antes de retirar o feijão e a folha de alumínio.

Recheio

  1. Coe o requeijão com um pano fino e um passador, retirando-lhe tanta água quanto possível;
  2. Junte o queijo com as natas e bata em velocidade alta até criar um creme homogéneo;
  3. Junte as amêndoas raladas, o açúcar, a canela e a raspa de limão, misturando bem;
  4. À parte, separe as gemas das claras. Junte as gemas ao preparado e bata as claras em castelo bem firme;
  5. Envolva as claras em castelo no creme, cuidadosamente, e depois junte as framboesas;
  6. Recheie a massa pré-cozinhada com este creme e leve ao forno pré-aquecido durante 1 hora. Se a superfície começar a escurecer muito rapidamente, cubra o bolo com papel de alumínio;
  7. Sirva frio, decorado com framboesas frescas e açúcar em pó.

Receita adaptada do livro 12 meses de cozinha.